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08/12/2011

AS VIDAS DE EMMANUEL

emmanuel

Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do Espírito, no original francês "L'évangile Selon le Spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O egoísmo".
O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.
Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."
Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.
De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário : Há Dois Mil Anos.
Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos, a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minh'alma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão..." e, mais adiante: "És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!"
Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.
Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos."
Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.
Cinqüenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.
Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.
Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.
Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.
O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.
Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.
Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.
Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.
Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.
Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde frequenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.
Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso .
O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.
No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.
E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: ` Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.'
E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte."
A título de curiosidade, encontramos registros que o deputado Freitas Nobre, já desencarnado na atualidade, declarou, em programa televisivo da TV Tupi de São Paulo), na noite de 27 para 28 de julho de 1971, que ao escrever um livro sobre Anchieta, teve a oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manuel da Nóbrega, como E. Manuel.
Assim, o E inicial do nome do mentor de Francisco Cândido Xavier se deveria à abreviatura de Ermano, o que, segundo ele, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um "m" somente e pronunciado com acentuação oxítona
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* * *
Texto do Jornal Mundo Espírita, Fevereiro de 2001.

Algumas frases de Emmanuel:

  • “Todo minuto de queixa é minuto perdido, arruinando potencialidades preciosas para a solução dos problemas sobre os quais estejamos deitando lamentação.”
  • “Se o Senhor não confiasse em ti, não te emprestaria o filho que educas, a afeição que abençoas, o solo que cultivas, a moeda que dás.”
  • “Se conservares o amor no coração, – obra divina do Universo, – nunca te perderás na sombra, porque terás convertido a própria alma em presença de luz.”
  • “Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de alguma cousa doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites.”
  • “Os amigos espirituais auxiliam aos companheiros encarnados na Terra, em toda parte e sempre. Sobretudo, com alicerces na inspiração e no concurso indireto. Serviço no bem do próximo, todavia, será para todos eles o veículo essencial. Contato fraterno por tomada de ligação.”
  • “É preciso discernir o momento em que o conselho deve ser substituído por um pedaço de pão.”
  • “Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima.”
  • “A prática do bem, simples e infatigável, pode modificar a rota do destino.”
  • “Não creias em salvadores que não demonstrem ações que confirmam a solução de si mesmos.”
  • “Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma bênção divina, quase um perdão de Deus.”
  • “Onde o bem permanece, Deus está.”
  • “Em matéria de felicidade só se possui aquela que se dá.”
  • “O bem que praticas em qualquer lugar será teu advogado em toda parte.”

12 comentários:

  1. Olá Marcia, parabéns pela bela postagem sobre Emmanuel.
    Um grande abraço e muita paz!

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  2. Boa noite amiga! Quantas informações você compartilha aqui no teu Blog! Saio daqui relembrando esse querido benfeitor que tantas mensagens ditou para nosso saudoso Chico! Lindo! Um grnade abraço e fique com Jesus!

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  3. Uma exposição sobre Emmanuel maravilhosa.Faz relembrar as maravilhosas mensagens que através do Chico ele sempre nos enviou.
    Um abraço.

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  4. Postagem maravilhosa. Parabéns!

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  5. É sempre bom receber estas lições. Obrigada.

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  6. Um grande e elevado Espírito. Não me canso de ler os livros que falam de suas reencarnações. Beijos.

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  7. Oi Márcia, primeiro te agradecer pela visita, também parabenizar pela postagem sobre Emmanuel. Estarei sempre por aqui. - Ah! Estou te seguindo.

    Grande abraço.

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  8. Quanta beleza,informação e sabedoria sobre o nosso irmão Emmanuel.Fiquei muito agradecida pelas informações, e tenho muito caminho a percorrer para saber e conhecer os ícones da doutrina Espirita.
    Obrigada pelos informes,pelo blog ,e deixe-me fazer parte,pois sinto fome de informações.Sou espirita kardecista,mais o caminho ´´e longo e cheio de pedregulhos,me ajude a seguir em frente.Agradeço de coração.faceboukdonalourdinha@gmail.com.

    Com carinho Lourdinha.

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  9. Quanta beleza,informação e sabedoria sobre o nosso irmão Emmanuel.Fiquei muito agradecida pelas informações, e tenho muito caminho a percorrer para saber e conhecer os ícones da doutrina Espirita.
    Obrigada pelos informes,pelo blog ,e deixe-me fazer parte,pois sinto fome de informações.Sou espirita kardecista,mais o caminho ´´e longo e cheio de pedregulhos,me ajude a seguir em frente.Agradeço de coração.faceboukdonalourdinha@gmail.com.

    Com carinho Lourdinha.

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  10. Muito bom mesmo, agora que li esse artigo percebi o real motivo da reencarnação de Emmanuel na cidade de São Paulo!

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  11. Perfeito o artigo, agora que li, percebo o real motivo da reencarnação de Emmanuel na cidade se São Paulo!

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